Modelo do Goldman aponta Espanha como favorita na Copa, com 26% de chance. Brasil fica com 8%. Economistas do Goldman Sachs rodaram os números da Copa do Mundo e concluíram que a Espanha é a maior favorita ao título. Nossa previsão acompanha o padrão histórico de que a Copa quase sempre volta para a Europa depois de ter sido vencida por uma seleção sul-americana. O modelo estatístico do Goldman dá à Espanha 26% de probabilidade de vencer a Copa de 2026. A França aparece com 19%. A Argentina vem em seguida, com 14% de chance de se tornar a primeira seleção bicampeã consecutiva desde o Brasil em 1962. O Brasil aparece com 8%. Inglaterra e Holanda, com 5%. A análise combina dados históricos de partidas, ranking das seleções, qualidade do ataque e fatores geográficos para projetar o resultado do torneio.
A análise se apoia fortemente no rating Elo — um sistema criado originalmente para o xadrez, que mede a força das equipes com base em resultados e na qualidade dos adversários. A Espanha, campeã de 2010, tem hoje o maior Elo, à frente de Argentina e França. As chances também são reforçadas pela “qualidade ofensiva”, segundo a equipe. Para as semifinais, o modelo projeta um duelo todo europeu entre França e Espanha e uma batalha entre os gigantes sul-americanos, Argentina e Brasil. O Goldman vê a Espanha derrotando a Argentina na final, em Nova York, no dia 19 de julho. Seleções com artilheiros prolíficos e bom desempenho recente tendem a superar as expectativas, enquanto os atuais campeões mundiais costumam patinar na Copa seguinte — o que prejudica a Argentina, que entra como detentora do título.
Entre os confrontos de destaque projetados estão um possível EUA x Irã e quartas de final entre Argentina e Portugal, que poderiam marcar o último encontro entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em Copas. O Goldman diz que seu modelo é “praticamente cego” a fatores como saúde dos jogadores. Lamine Yamal, jovem estrela espanhola, se machucou na preparação para o torneio e, segundo informações, deve desfalcar a seleção no início da competição. A Inglaterra também foi rebaixada, pelo histórico de mal desempenho em Copas e possíveis desvantagens geográficas, incluindo a possibilidade de enfrentar o México na altitude da Cidade do México. A Inglaterra tem um histórico de não passar das semifinais e pode sofrer com o fator geográfico, já que a Copa será realizada na América do Norte.
Na Copa passada, o modelo dava o Brasil como favorito, com 24%. Mas não errou tão feio. A Argentina, que terminou com o título, aparecia em segundo, com 21%. O modelo do Goldman Sachs é considerado um dos mais precisos em prever os resultados da Copa, pois combina dados históricos e estatísticos para projetar os resultados. Com a Copa de 2026 se aproximando, os fãs de futebol estão ansiosos para ver se a previsão do Goldman se tornará realidade e se a Espanha conquistará o título. Com a competição tão equilibrada, qualquer seleção pode surpreender e conquistar o título, tornando a Copa de 2026 uma das mais emocionais e imprevisíveis de todos os tempos.