Raízen oferece troca de R$ 29,4 bi em dívidas por ações hoje

Raízen oferece troca de R$ 29,4 bi em dívidas por ações hoje

O mercado financeiro está acompanhando atentamente o andamento dessas negociações, considerado o maior acordo de renegociação de dívidas jamais proposto no Brasil. Ainda que a proposta seja tentadora para os credores, com a promessa de receber ações de uma empresa como a Raízen, há também riscos associados à negociação. A principal preocupação está relacionada à saúde financeira do grupo no futuro. Se os créditos novos tiverem taxas de juros altos como previsto (CDI + 275 bps em reais ou 8,5% ao ano em dólar para a dívida da operação de combustíveis) ou se houver um mau desempenho das ações, a situação poderá se complicar. Além disso, a cisão das unidades agrícolas e de distribuição de combustíveis pode ser um golpe duro para o grupo se não for bem executada.

A expectativa é que o acordo seja alcançado até 9 de junho. A engenharia financeira da Raízen para alcançar esse acordo envolve a conversão de dívida em ações, a reestruturação dos negócios, e a entrada de capital externo. No entanto, a negociação também traz consigo a possibilidade de os credores receberem 55% da dívida transformada em novos crédito, com taxas de juros mais altas. Nesse caso, os credores podem estar aceitando um risco maior, mas com um potencial de recompensa maior. De um lado, têm a garantia da entrada de capital, redução da dívida, além das ações que receberão. De outro, estão sujeitos ao desempenho da empresa e do mercado.

A decisão dos credores será determinante para que a Raízen execute a proposta de renegociação. A empresa tem pressa e espera chegar a um acordo até 9 de junho. Afinal, a Raízen busca resolver seu problema de dívidas antes que as coisas possam piorar.